“Não existe aprendizado sem ação e não existe ação sem aprendizado.”
Na adolescência, eu tinha a obsessão pela ideia de fazer curso inglês. Foi algo que eu insisti muito para meus pais proporcionarem. Também sempre fui apaixonada por leitura, por escrever e minha avó sempre foi uma incentivadora dos estudos. Meu pai me perguntava qual o retorno sobre o investimento no curso de inglês e com 18 anos, numa cidade do interior do RS eu não sabia muito bem. Na época, eu estudava de manhã e trabalhava como babá em meio turno. Estava finalizando o ensino médio e me preparando para fazer vestibular, sem muita clareza sobre a carreira que escolheria. Fiz alguns vestibulares aleatórios.
Minha vontade era fazer jornalismo, passei no vestibular e no dia da matrícula em uma conversa entre meu pai e o coordenador do curso fui desencorajada.
Me matriculei num curso na área de estética porque era o que mais me pareceu interessante.
Até que em 2010, fiz um intensivo de verão do curso de inglês e lá conheci a Luciane Werner, gerente de unidade do Sicredi da cidade onde eu morava. A Lu gostou do meu perfil e me convidou para fazer estágio com ela, mas eu precisaria estar cursando algo voltado para a área administrativa. Tranquei o outro curso, fiz um semestre de gestão de recursos humanos e consegui o estágio.
Cursando Gestão de RH, percebi que gostaria de ter mais conhecimento sobre os sistemas organizacional e seus processos. Foi aí que decidi me inscrever para a bolsa do curso de Administração da Unisinos e fui aprovada. Passei 3 semestres ainda um pouco insegura sobre a escolha, mas ao longo do estudo das disciplinas fui me fascinando pela diferença que a gestão faz nos negócios e nas organizações. Nos últimos semestres, poderíamos escolher disciplinas eletivas focadas em uma entre 4 áreas: recursos humanos, marketing, finanças e logística.
Foi na escolha das disciplinas de aprendizagem organizacional e gestão do conhecimento, liderança e processos grupais e relações de trabalho que entendi ainda mais minha paixão por comportamento humano, pessoas e organizações.
Meu TCC envolveu minha paixão pela comunicação e sua influencia nos processos internos, na cultura organizacional e no papel da liderança.
Muitas pessoas tem a ideia de que nossas carreiras são lineares e, embora isso seja possível, na maioria das vezes a gente tem mais incertezas do que respostas. E é na jornada, se experimentando que o caminho vai sendo construído.
Continua.